Criptografia (Do Grego kryptós, "escondido", e gráphein, "escrever") é o estudo dos princípios e das técnicas pelas quais a informação pode ser transformada da sua forma original para outra ilegível, a menos que seja conhecida uma "chave secreta". Assim sendo, só o receptor da mensagem pode ler a informação com facilidade.
De fato, a criptografia, latu sensu, cobre bem mais do que apenas encriptação e desencriptação. Na prática, é um ramo especializado da teoria da informação com muitas contribuições de outros campos da matemática e de autores como Maquiavel, Sun Tzu e Karl von Clausewitz. A criptografia moderna é basicamente formada pelo estudo dos algoritmos criptográficos que podem ser implementados em computadores.
Uma informação não-encriptada que é enviada de uma pessoa (ou organização) para outra é chamada de "texto claro" (plaintext). Encriptação, ou cifragem, é o processo de conversão de um texto claro para um código encriptado e desencriptação o processo contrário.
Criptografia Moderna
A era da criptografia moderna começa realmente com Claude Shannon, possivelmente o pai da criptografia matemática. Em 1949 ele publicou um artigo Communication Theory of Secrecy Systems com Warren Weaver. Este artigo, junto com outros de seus trabalhos que criaram a área de Teoria da Informação estabeleceu uma base teórica sólida para a criptografia e para a criptoanálise. Depois disso, quase todo o trabalho realizado em criptografia se tornou secreto, realizado em organizações governamentais especializadas (como o NSA nos Estados Unidos). Apenas em meados de 1970 as coisas começaram a mudar.
Em 1976 aconteceram dois grandes marcos da criptografia para o público. O primeiro foi a criação, pelo governo americano, do DES (Data Encryption Standard), segundo uma proposta da IBM.
O segundo foi a publicação do artigo New Directions in Cryptography por Whitfield Diffie e Martin Hellman, que iniciou a pesquisa em sistemas de criptografia de chave pública.