Você já foi Grampeado?

A BANALIZAÇÃO DA ESCUTA ILEGAL

A escuta telefônica ilegal tornou-se um fato corriqueiro no mundo dos negócios, devido à ampla proliferação de equipamentos para o "grampo telefônico"; e  também por causa da oferta, cada vez mais banal, de serviços profissionais de escuta.

Empresas que atuam em grandes projetos, ou executivos ligados a setores onde a informação é áltamente crítica, como é o caso de bancos, setor de tecnologia de ponta e agentes do mercado financeiro, são as principais vítimas desta nova modalidade de ação do  crime organizado.

Depois de ser empregada nas redes de dados das empresas para protegê-las contra a "espionagem cibernética", a tecnologia criptográfica chega agora aos telefones celulares como medida de autopreservação da privacidade e da propriedade intelectal das grandes corporações. É o setor de TIC das companhias, agindo em legítima defesa.

Mantida prisão de acusado de escuta ilegal

O policial Délcio Augusto Rasera, acusado de integrar uma quadrilha especializada em interceptação telefônica clandestina, vai continuar preso. A decisão é da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça; Os ministros consideraram que a prisão é necessária para conveniência da instrução criminal.

Délcio Rasera foi denunciado com outros 19 co-réus. Investigador de polícia lotado na Casa Civil do governo do Paraná, ele é acusado de ser o líder de um grupo organizado para interceptar, clandestinamente, conversas telefônicas Ele contava com a participação de técnicos da Brasil Telecom. Rasera agia por intermédio de uma agência de investigação particular. - Correio Forense - 25/05/2007

Juíza é Vítima de Escutas Ilegais

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido de habeas corpus para o policial civil Délcio Augusto Rasera, preso há quase nove meses acusado de fazer interceptações telefônicas ilegais e por porte ilegal de armas. O habeas corpus foi julgado terça-feira e negado por unanimidade pelos ministros.

A promotora de Justiça Daniela Thomé, vítima de escuta telefônica ilegal que teria sido feita pelo policial civil Délcio Augusto Rasera, vai entrar com uma ação civil indenizatória contra o governo do Paraná por danos morais. (...) -Jornal Hoje - 25/05/2007

 

 

Jornalistas teriam telefones grampeados na Colômbia - Observatório da Imprensa

Por Comitê para a Proteção dos Jornalistas em 22/5/2007

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) fez um apelo às autoridades colombianas, hoje, para que investiguem em profundidade a interceptação ilegal das linhas de telefone de jornalistas. O governo reconheceu na segunda-feira (14/5) que a polícia nacional havia escutado, ilicitamente, as conversas telefônicas de funcionários públicos, integrantes da oposição e de jornalistas.

"Estamos muito preocupados pela suposta interceptação ilegal dos telefones de jornalistas em um momento tão crucial para a política colombiana", declarou Joel Simon, diretor-executivo do CPJ. "O medo da vigilância pode ter um efeito negativo na imprensa colombiana, que já trabalha em um ambiente de autocensura generalizada."

GRAMPO ILEGAL NA REDE GAZETA

* Sandro Fuzatto - Site da Federação Nacional dos Jornalistas
O caso do grampo na Rede Gazeta, denunciado no dia 10 de dezembro, deixa ainda muitos pontos de reflexão e ponderações para os jornalistas brasileiros e para a sociedade do Espírito Santo. A Rede Gazeta (composta por dois jornais diários, três TVs abertas, uma TV a cabo, quatro rádios e um portal na internet) foi alvo de uma escuta telefônica, realizada pelo governo do estado e autorizada pela Justiça. O pedido de escuta foi apensado ao inquérito que apura a morte do juiz Alexandre Martins, executado a tiros em março de 2003.

A descoberta do grampo ocorreu por acaso, quand_ o Sindicato dos Jornalistas/ES recebeu carta anônima contendo os documentos que solicitaram o grampo e dois CDs com o conteúdo das conversas gravadas. Inicialmente, descobriu-se que a rede havia sido grampeada por duas vezes, totalizando um período de 30 dias entre março e abril de 2005. Depois, em rápida investigação no sistema guardião (equipamento adquirido pelo governo capixaba em 2003, com capacidade para grampear até três mil telefones simultaneamente), descobriu-se que foram na verdade três períodos de grampeamento", com mais de seis mil ligações interceptadas. O então secretário de Segurança, Rodney Miranda (demitido três dias após o escândalo ter vindo à tona), tentou reduzir o episódio a "apenas um erro de identificação" dos números grampeados.

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